Os Meus Pilares da Liderança

Ser um bom líder não é uma tarefa fácil.

Não importa se a sua equipe tem cinco, dez, trinta ou mais de cem pessoas. É uma responsabilidade enorme liderar times de alta performance.

O sucesso também não vem fácil, e é preciso muito planejamento, conhecimento e paciência para ver um empreendimento realmente escalar.

E uma equipe se tornar high performer. 

Um bom líder não pode esquecer que está lidando com vidas e influenciando carreiras. 

Há pilares para uma liderança de sucesso que vão muito além de “saber” empreender ou gerir pessoas.

E é sobre eles que quero falar hoje. 

Boa leitura!

Liderança é sobre inspirar pessoas

Sempre que o assunto liderança vem à tona eu vejo 90% das pessoas a minha volta tratando dela de forma completamente errada.

O primeiro problema que eu observo, inclusive partindo de empresários que são meus amigos e de empreendedores próximos é de que grande parte deles é incapaz de inspirar pessoas. E isso é um problema grave. 

Para mim, essa incapacidade vem de um sintoma. E ele acontece porque essas pessoas estão sempre super ocupadas. Eu bem sei o quanto a vida de um empreendedor é agitada. Mas a consequência disso pode se tornar bem preocupante quando ele não se preocupa em ter um tempo para dividir a sua visão com as pessoas que estão junto com ele na jornada.

Se tem uma coisa que é prioridade na minha vida é dividir a minha visão com as pessoas que compraram o mesmo sonho que eu. É fundamental compartilhar como eu estou encarando um novo projeto e para onde eu acho que isso vai nos levar.

Não tem uma pessoa que não saiba aqui na Avellar Media qual é o nosso DRE e o nosso balanço; como estão nossas vendas; quais foram os clientes que fecharam na semana e quais estão quase fechando. 

E como eu mantenho essa frequência? Implementando novos processos.

Nós temos uma série de relatórios internos que são compartilhados com a equipe semanalmente, quinzenalmente e mensalmente. E o objetivo disso é não parar de difundir as informações da agência para a agência. 

Além dos relatórios, eu vejo como imprescindível ter uma conversa cara a cara com o meu time. E eu consigo obter isso me reunindo com todos pelo menos uma vez por mês e fazer uma sessão em que eu trago absolutamente tudo de importante que aconteceu no decorrer daqueles trinta dias e o que vai acontecer nos próximos. 

E tudo isso dando total liberdade a elas para fazerem perguntas e terem certeza do contexto que ela está inserida. E isso inspira.

Inspirar pessoas não é sobre um líder querer ser aquele cara idealizado que chega no cavalo branco apontando uma espada para cima. Não tem nada a ver com isso. Tem a ver com ser capaz de dividir um sonho que é seu e torná-lo um pouco dos outros também.

Todo líder tem que se conectar

Ninguém gosta de trabalhar sendo mandado sobre o que fazer a cada segundo. E, acredite, ser o gestor que fica no pé o tempo todo também é tão chato quanto.

E se você não tem pessoas boas o suficiente no seu negócio para que você só aponte o caminho para que elas possam perseguir um caminho com autonomia e tomar suas próprias decisões, eu tenho que te falar uma coisa. 

Você está falhando desde o início. Não é porque você está passando as informações incorretas que seu time não obtém resultado, é porque você contratou alguém que não está nem um pouco alinhado com a sua companhia. 

Em um ambiente de trabalho inspirador, é fundamental que existam líderes que apontem os caminhos. Mas a maneira com que esse caminho vai ser percorrido não cabe a esse líder decidir. 

Um bom líder precisa, inclusive, confiar nas pessoas a ponto de deixar elas errarem ao longo do tempo para que possam aprender novos modos de agir, de pensar e de se trabalhar.

Isso não apenas inspira, mas também te conecta com cada indivíduo do seu time ou da sua empresa. E estabelecer uma conexão saudável é um desafio que, quando alcançado, vale cada segundo do esforço colocado ali.

Invista tempo nas pessoas

Da mesma forma que um líder gasta tempo se preocupando com a alocação do seu time de vendas, com a eficiência ou ineficiência de um squad e com o valor das métricas que estão sendo levantadas, ele deveria usar de um tempo proporcional para investir no seu time.

Investir tempo e energia nas pessoas que estão “abaixo” de você é a melhor forma de ter conversas francas sobre questões mais profundas da individualidade de cada um, bem como uma oportunidade de saber para onde as pessoas querem ir dentro do seu negócio, quais são os pontos de dificuldade e, assim, você entender como você pode ajudá-las.

E, para mim, se um gestor fala que não tem tempo para dar atenção aos seu time é porque é ele quem está no lugar errado. Acredite em mim, a quantidade de gestor que não deveria ser gestor é absurda.

Quem não tem domínio das funções que delega não tem como ajudar as pessoas e não vai, nunca, ser a alavanca que potencializa os resultados da equipe. E sabe o que mais me entristece quando eu vejo isso acontecendo? Que muitos gestores, de fato, não possuem o mínimo interesse naquele ser humano que está trabalhando do outro lado da mesa.

São esses mesmos gestores que usam as pessoas só como uma ferramenta, como a engrenagem da sua máquina de dinheiro que coloca o dinheiro no bolso dele.

Ainda existe alguma dúvida de que alguém assim nunca vai ser capaz de inspirar alguém? 

Ninguém gosta de ser usado, as pessoas gostam de se sentir parte de alguma coisa; e se preocupar com o ser humano é parte fundamental disso. 

Investir tempo nas pessoas, desenvolvendo tanto o lado profissional quanto o pessoal traz retornos desproporcionais ao longo do tempo. E todo bom líder sabe da importância do longo prazo.

Contribuições estruturais precisam ser valorizadas

Uma das coisas mais raras que eu vejo na minha área de negócio é as pessoas estarem dispostas a, de fato, terem sócios.

Todos os dias eu ouço comentários do tipo “eu não tenho na minha equipe ninguém tão comprometido quanto eu” ou “eu queria uma diretoria e uma gerência com pessoas que trabalhassem tanto quanto eu”. 

O único pensamento que eu consigo ter quando as pessoas me falam isso é o de que elas estão malucas. 

Para mim é óbvio: se eu tenho 100% de um sonho e não divido ele com ninguém, eu não posso ser lunático de achar que as pessoas irão se esforçar tanto quanto eu para que esse sonho se torne realidade.

Eu tenho plena consciência de que sou eu, enquanto dono de um negócio, quem tem mais a ganhar ou a perder com ele do que as outras pessoas. Afinal, o pay off para mim é muito maior então e, por isso, eu não espero que alguém faça igual a mim. 

Agora, quando eu passo a entender a importância de dividir as fatias desse meu sonho, fica muito mais fácil ver as pessoas muito mais comprometidas; e esse tipo de comprometimento deve ser valorizado. Esse é o último pilar para uma boa liderança.

Que uma coisa fique clara, não é só trabalho que merece ser remunerado. Esforço tem valor sim, mas está muito longe de ser tudo o que importa. Nesse sentido, é muito mais importante a geração de valor dentro da minha companhia. 

Na minha concepção, existem duas formas de contribuição: a contribuição pontual e a contribuição estrutural.

A contribuição pontual é aquela que causa uma melhora específica e finita numa organização. Por exemplo, um vendedor que fecha um contrato grandioso com um cliente realiza uma contribuição pontual. Logo, contribuições pontuais merecem remunerações pontuais. Ou seja, você materializa o valor daquela contribuição a partir de bônus e variáveis.

Agora, para um líder que está 1000% preocupado com o crescimento real do seu negócio, são as contribuições estruturais que interessam. 

Ou seja, uma contribuição estrutural é aquela que acontece quando alguém do time de vendas cria um sistema muito mais eficiente do que o anterior e que, inclusive, ajuda todo o time a performar muito melhor do que performavam antes. Isso é uma contribuição estrutural!

Então, quando um líder começa a ter pessoas dando contribuições estruturais para o seu negócio e se ele quiser manter essas pessoas no longo prazo, ele vai ter que dividir ainda mais o seu sonho através de participações ou colocando ele, de fato, dentro do negócio. 

Conclusão 

Ser líder não é um cargo individual, solitário. Liderar significa estar rodeado de pessoas e conseguir chegar até elas.

Inspirando, se conectando, investindo tempo e valorizando as contribuições de cada um. 

Eu carrego esses 4 pilares comigo todos os dias. E busco sempre estar mais próximo de ser um líder melhor do que fui ontem.

Inspirar as pessoas possibilita a criação de um ecossistema hiper produtivo e hiper positivo dentro de uma companhia. E está na hora das figuras de liderança dedicarem seu tempo para construírem isso.