O Fim da Propaganda

Vou falar o que todo mundo nas mesas de reunião já sabe, mas ninguém tem coragem de botar pra fora…

A Propaganda morreu.

Vai me dizer você já não sente o cheiro de podre há um bom tempo?

A internet veio e a Propaganda morreu porque o mundo mudou. O modelo que a Propaganda impôs por tanto tempo é totalmente irrelevante no contexto em que vivemos em 2018.

Talvez de dentro da sua sala de reunião, onde você debate impressões e CTR, ao invés de conversões finais, isso não esteja tão claro.

No entanto, pra quem sabe o que faz, é nítido que muita gente continua ignorando a forma como as pessoas se comportam na outra ponta.

Causa Mortis da Propaganda

A Propaganda como a gente conhecia morreu. E morreu porque antes podíamos enfiar goela a baixo o que quer que fosse para as pessoas e ainda assim isso dava resultado.

As pessoas não tinham opção. Elas não tinham como reclamar, não tinham espaço para colocar as suas próprias histórias em evidência. Elas não tinham voz alguma.

As pessoas estavam atadas a uma relação unilateral com a mídia, mas o celular e as mídias sociais chegarem com tudo.

Estou sendo duro e dizendo tudo isso porque quero abrir o seu olho e, como sempre, ser um dos primeiros a fazer isso.

É fato.

A Propaganda morreu e os usuários não vão chorar no seu funeral. E é justamente aí que está o problema.

realidade marketing

Um modelo irracional

Ninguém mais suportava a Propaganda como estava sendo feita. Os “especialistas” da área haviam bolado um “jeito de fazer propaganda”. Pensava-se que haviam criado um método infalível para anunciar.

No entanto, vendo do lado de cá da História, quero que você que ainda duvida de mim concorde que se tratava de um modelo lunático.

Nos últimos 50 anos, a Propaganda bateu em cima da estratégia de interromper as pessoas da maneira mais rude possível. E pra piorar, ainda faziam isso com algo que elas não pediram para ver e de modo massivo.

Para ficar bem claro, basta ver…

O que se faz na Tv até hoje

Você, contrariando todas as expectativas atuais, senta no sofá e liga a Tv. Tranquilo. Procura alguma coisa interessante para assistir naquela hora e finalmente acha. Daí você está no ápice da programação que deseja ver, tem a sua experiência interrompida e é obrigado a assistir um comercial que não tem absolutamente nada a ver contigo. Já pensou? Isso acontece muito.

Você está lá amarradão assistindo a sua série favorita e, quando o negócio começa a engrenar, pinta uma propaganda tosca de papel higiênico. Porra…

Não é preciso ser nenhum gênio para entender porque a Netflix alcançou tanto sucesso em tão pouco tempo.

Um gasto absurdo

Veja só. Até hoje cerca de 80 bilhões de dólares são gastos anualmente em comerciais de Tv que as pessoas ignoram completamente, virando as costas e indo à geladeira ou até mesmo ao banheiro sem desgrudar do celular.

As pessoas nem sabem o que está passando entre um bloco da programação e outro. Entretanto, a Propaganda contabiliza como uma pessoa a mais que viu o nome do seu anunciante e que essa suposta interação se converterá em vendas. Ridículo.

O pior de tudo é que se trata de uma quantidade de dinheiro gigantesca sendo literalmente jogada fora. Falo isso porque as pessoas, o que realmente importa nesse jogo, estão pouco se lixando para o que você coloca na tela da Tv.

Mas se alguém pensa que com a vinda da internet, dos smartphones e das mídias sociais a Propaganda mudou alguma coisa na sua dinâmica, está mais uma vez enganado.

Banner Ads & Pop-ups

Até no Digital, você ainda pode ver bizarrices como o YouTube mid-roll ads, aquelas propagandinhas irritantes NO MEIO dos vídeos. Cara, aquela merda pode durar 5 segundos.. e você já fica com raiva de quem colocou aquilo ali no meio do seu entretenimento. Quando não dá pra pular então…

Outra coisa que eu acho bizarra é a forma como as pessoas usam e contabilizam os banner ads e pop-up. Amigo, você interrompe a experiência do seu “possível cliente” com um banner bem no meio da cara, deixa um minúsculo X pra ele se livrar disso e ainda contabiliza nas suas métricas de marketing como algo positivo? Porra, não tem como.

Isso não funciona mais. Ainda me questiono se isso já funcionou algum dia. No entanto…

O grande problema de banner, pop-up, mid-roll, spam no email marketing é que tudo isso é bastante irritante.

A Propaganda acabou porque era irritante

O que talvez você não esteja levando em consideração é que uma das principais características da nossa sociedade atual é que as pessoas estão com os seus radares para detectar merda ligados.

Se você não oferecer uma boa experiência de usuário e não agregar em nada com o seu conteúdo, sua estratégia será sumariamente ignorada. E o mais bizarro disso tudo está no fato de que 90% do investimento em propaganda na internet é feito em banner ads. Isso mesmo.

Sabe aqueles pop-ups chatíssimos e banners que você clica sem querer tentando se livrar deles? Pois é. Bilhões são gastos nisso. E o festival de bizarrice não para por aí.

O preço do outdoor

Para finalizar essa série de coisas que já morreram, ainda tenho que lembrar dos gastos milionários em outdoors no Brasil.

Falo isso porque é uma mídia muito cara pelo ridículo de atenção que entrega. Trata-se de um dinheiro que poderia ser investido em coisas muito mais relevantes para o novo modelo de negócios que temos hoje.

Ninguém olha pra rua a não ser que seja o motorista, e olhe lá… Dirijo com as duas mãos grudadas no volante e ultra atento, querendo evitar acidentes, porque vejo que o celular toma uma atenção das pessoas tão absurda que nem na hora de dirigir elas largam seus aparelhos.

Fora isso, todo mundo dentro do carro tá com a cara enfiada no celular. Ninguém vê a merda do seu outdoor. Mas o preço para anunciar nessa merda continua altíssimo.

É esse tipo de petulância que acabou com a propaganda feita para a Tv.

Conteúdo é a porta de entrada

A vida é melhor sem propaganda ruim. Isso é simplesmente irrefutável. Tente me convencer do contrário. Não tem como.

A pessoa que você trata apenas como consumidor têm literalmente nas mãos milhões de formas de evitar a porrada de bobagem que você empurra pra ela.

Para você sentir o drama…

Os millennials simplesmente não assistem televisão.

É uma geração inteira que vive pela Cultura On Demand. Ter o sua experiência interrompida por qualquer propaganda é intolerável.

Se você ainda impor a ela um conteúdo que não fale com os seus interesses, aí, meu amigo, minha amiga, tá fudido.

O pessoal vai te xingar muito no Twitter… Vai fazer textão no Facebook… Vai gravar 15 minutos de vlog no YouTube só pra dizer que você é idiota (não gera valor pra ela). Agora imagine a audiência de uma pessoa dessas.

Se você infernizar um influenciador digital pode ter milhões de pessoas contra a sua marca.

No entanto, ainda tem muita gente que gasta uma grana gigantesca para promover seus produtos com essa Propaganda morta.

Indústrias inteiras, como é o caso das agências de publicidade tradicionais e os conglomerados de mídia, insistem em lutar contra tudo que eu falei.

Fazem isso porque a receita deles com anúncios dessa propaganda tradicional simplesmente fica ameaçada.

Já eu, não tenho o menor apego por canal nenhum. Facebook, Instagram, LinkedIn, IGTV, Spotify ou YoutubeFoda-se. Não ligo a mínima.

Abaixo o romantismo

Não sou romântico com nenhum modelo, estratégia ou tecnologia. Se amanhã todas as mídias sociais que conhecemos deixarem de ser relevantes, pois a atenção das pessoas migrou para outro lugar, você pode ter certeza que estarei aqui no dia seguinte escrevendo mais um texto falando pra todos caírem fora também.

Ainda mais importante que isso, você vai me ver agindo de acordo com as minhas palavras. Porque eu sou um praticante dessa merda.

Meu discurso é conectado com minhas ações

Eu não debato teoricamente o valor de ter um Podcast pro meu negócio. Eu crio um.

Eu não debato o valor de criar um Youtube Show pra minha empresa. Eu crio um.

Eu não tendo entender se vale a pena produzir conteúdo para o IGTV da minha marca pessoal. Eu vou lá e tiro minhas próprias conclusões.

E por isso, tudo que eu falei aqui é baseado em dados e fatos reais. Não vem nada da minha opinião subjetiva. Eu sou um praticante.

Por isso meu apelo aqui é para que você crie conteúdo relevante no Instagram para a sua lojinha de bairro.

Quero que você trabalhe incansavelmente em cima das lives do Facebook para sua oficina mecânica.

Insisto que você, CEO de um conglomerado enorme, invista na sua marca pessoal em todas as plataformas.

Imploro que você que tem milhões de ideias na cabeça e não sabe o que fazer da vida abra um canal no IGTV e compartilhe essas suas dúvidas. Acredito que você pode se dar muito bem.

A Propaganda pode ter morrido, mas você não.

Atenção é a moeda.

Conteúdo é a porta de entrada.

Bem vindo a Nova era do Empreendedorismo.

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