O CEO e os papéis que ele executa

Eu sempre digo que ser CEO de uma empresa vai muito além de um cargo no LinkedIn

Tirar uma empresa do chão e liderar um time de 70 pessoas com certeza não é um trabalho fácil.

E o caminho percorrido para chegar até aqui também tem lá as suas – muitas – dificuldades. 

Nenhum CEO é igual, nenhuma empresa é igual – e nem deve ser. Mas eu acredito que todo bom chief executive precisa ter alguns princípios básicos que vão moldar a evolução ou não do seu negócio.

Hoje, eu vou falar sobre quais são esses papéis na minha visão, e como eu os executo no dia a dia da Avellar Media.

Os papéis-chave de um CEO

Todo dia, quando eu passo pela porta da Avellar Media, eu chego consciente dos papéis que eu vou exercer ali dentro. 

Para mim, os papéis-chave que moldam todas as minhas outras execuções são dois. 

E eles são muito simples. 

Inovador

Eu passo vinte e quatro horas do meu dia pensando em um novo modelo de negócio para a minha empresa. 

Eu faço questão de não só levar isso comigo, mas de também motivar as pessoas que me cercam de terem esse pensamento junto comigo.

Se eu quero que meu negócio escale, eu não posso nunca parar de inovar.

E inovar significa criar um novo modelo de negócio que vai quebrar o modelo atual.

Ou seja, a pergunta que eu sempre me faço é: como que eu crio a Avellar Media do futuro que vai falir a Avellar Media que existe hoje?

Ser um inovador implica assumir riscos e ter consciência de que perdas são necessárias para ver o seu negócio ser verdadeiramente transformado. 

Descentralizador de funções

Dentro de um ecossistema dos empreendedores, eu vejo uma sequência de erros de empresas que se inicia no momento em que elas começam a escalar. 

Todo mundo começa de baixo, isso é fato. Fundar um negócio é começar do zero, literalmente.

E quando a empresa ainda é muito pequena, é óbvio que ele precisa colocar a mão em tudo e passar por todos os processos de produção e execução de um projeto.

Mas à medida que essa empresa cresce, o executivo líder precisa aprender a abrir mão de executar funções.

Isso é, literalmente, o que impede alguém de crescer um negócio. 

E para um negócio escalar, inevitavelmente, vai chegar o momento em que o CEO vai se tornar a pessoa que ‘apenas’ delega responsabilidades e empodera os outros para fazer o que precisa ser feito. 

E, mais uma vez, isso não é uma tarefa simples. E é por isso que existem os papéis secundários de um CEO.

O que te impede de evoluir

Para mim, um novo empreendimento tem sempre dois caminhos. Ele pode crescer até um determinado ponto estagnar ou ele pode escalar exponencialmente. 

E não tem absolutamente nada de errado em querer a primeira opção. Existem inúmeros empreendedores que são super felizes e ganham muito dinheiro com um modelo de negócio menor.

Mas é o que eu sempre digo: quem quer ver seu negócio crescer, ter centenas de funcionários e centenas; milhões de reais em faturamento precisa atingir metas através dos outros.

E, para isso, o seu ego tem que ir embora. 

Eu entendo que é difícil assumir que o seu comercial ou que o seu diretor de planejamento vai executar um projeto a 70% do que você poderia entregar. 

Mas um CEO precisa entender que, a partir de um determinado momento, esses 70% já são suficientes. E são eles que vão propulsionar o crescimento da empresa.

Inclusive, conforme a sua empresa começa a crescer, você passa a poder contratar pessoas que vão executar projetos melhor do que você.

Contudo, eu ainda vejo muitos CEOs hesitando em fazer isso. E por quê?

Medo

CEOs têm medo de que os outros errem. O erro, na concepção de muitos, é algo inconcebível.

Mas para mim a resposta é clara: se eu não deixo o meu time errar, ele nunca vai ter os aprendizados que eu tive para estar onde eu estou e para executar suas funções em alta performance. 

Então, mais um papel fundamental de um CEO é estar confortável com uma cultura em que errar faz parte e, inclusive, é necessário.

Ego Inflado

Se você já tem uma empresa no estágio da Avellar Media, por exemplo, eu garanto que 90% das vezes que você delegar uma função para alguém, essa pessoa é alguém expert no que ela faz. 

Mas, mais uma vez por causa do ego, muitas vezes você vai sentir que uma peça, um e-mail, um planejamento não está tão bom caso ele tivesse sido feito por você.

O ego age desde uma implicância com uma palavra que você acha que poderia ser outra a até uma venda que você acha que poderia ter sido feita de outra forma. 

E até mesmo eu demorei um pouco para entender que todas essas implicâncias e insatisfações não eram nada mais do que a minha própria vaidade projetada no trabalho do outro.

E isso é uma vulnerabilidade extrema para quem quer crescer um negócio. 

O meu papel aqui, diariamente, é garantir que a empresa está em um movimento correto, acreditando 100% que a execução do trabalho das pessoas que eu contratei está sendo feita da melhor forma possível.

Conclusão

Nenhum modelo de negócio se transforma sem inquietude. Um CEO precisa inovar o tempo todo.

Ele precisa parar de centralizar todas as funções nele próprio, aceitar que o erro faz parte da jornada de crescimento, abrir mão do ego e ter coragem para confiar na sua equipe. 

O CEO pode ser um só, mas ele não consegue nada sozinho. 

É em um movimento coletivo que as engrenagens de um negócio giram e o CEO está ali, junto, para garantir que elas nunca parem de girar.

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