Não se perca na sua zona de conforto

Qual a sua primeira reação quando percebe que o mundo está te tirando da sua zona de conforto?

Se você é o tipo de pessoa que se fecha ao mínimo sinal de mudança, eu tenho uma notícia para te dar: crescer não é confortável.

É impossível conseguir se desenvolver profissionalmente sem ter a dimensão de que “zona de conforto” é um conceito que não existe. 

Ou que não deveria existir.

Hoje eu quero falar um pouco mais sobre o que eu acho de quem vive em função apenas do que é conveniente. 

E de como isso é incapacitante para qualquer pessoa que esteja envolvida no mundo dos negócios.

Para jogar em alto nível, você precisa ser confrontado

A primeira reação que uma pessoa tem na hora que ela é confrontada por algo que ela não domina é a rejeição. 

Principalmente quando se trata de algo novo, algo que nunca foi feito antes.

E eu não consigo entender isso. 

É certo que pegar uma função diferente pela primeira vez é extremamente desconfortável. 

Principalmente aquelas que envolvem gestão, relacionamento direto com um time ou com o cliente. 

Mas o que eu gostaria muito que as pessoas entendessem, de uma vez por todas, é que esse mesmo desconforto de fazer algo pela primeira vez é o que vai te levar para o próximo nível.

É ele que vai te testar. 

E a boa notícia é que você mesmo é quem vai decidir se você vai ou não passar nesse teste.

Esse é o primeiro passo para parar de se autossabotar.

Crescer é um processo doloroso

Empreendedores passam por desafios diariamente.

Existem os desafios grandes e existem os desafios pequenos.

E posso dizer tranquilamente que 90% das pessoas preferem os desafios pequenos. 

E o porquê disso acontecer é muito simples: vencer um desafio pequeno é fácil. Te mantém na sua bolha de segurança e não te ameaça em absolutamente nada. 

Mas também não te leva para nenhum lugar. 

É por isso que eu sempre digo que para crescer é preciso sentir dor.  

Para mim, se eu evitar a dor durante um processo eu nunca vou sair da minha zona de conforto. E ela é altamente paralisadora. 

O que eu faço para romper isso?

Bato de frente e ataco as minhas responsabilidades e compromissos com a consciência de que a dor é inevitável. 

Mas também com a certeza de que a materialização disso, no futuro, será a de um resultado prazeroso. 

Transforme a sua perspectiva

Por que ao invés de negar uma situação confrontante porque ela “gera muito desconforto”, essa mesma situação não pode ser encarada como uma enorme oportunidade? 

Ou talvez “a” grande oportunidade de crescer e se destacar?

Eu vejo muita gente que no discurso se diz ser alguém ambicioso e que quer ver a sua curva de crescimento cada vez mais aguda, mas que se acovarda assim que se sente minimamente confrontado. 

E eu tenho uma lista imensa de todos os nomes que eu já ouvi as pessoas dando para os “sintomas” desse confronto.

Se eu for contar quantas vezes já ouvi alguém dizer “não vou fazer isso porque me causa estresse”, ou “aquilo me deixa inseguro, e por isso vou negar”.

Estresse, insegurança, nervosismo, irritação. Como eu disse, a lista é infinita.

E toda vez que alguém me fala isso, eu sempre dou a mesma resposta: a nossa experiência de vida vem do nome que a gente dá para as coisas.

Quem chama um trabalho de estressante vai ter um trabalho sempre estressante. Quem acha toda nova tarefa irritante, nunca vai deixar de se irritar. 

Então por que não ajustar a sua perspectiva?

Em vez de negativar todos os novos desafios, olhe para ele e pense: “como esse desafio está me testando?”, “como ele vai me fazer evoluir?”, “o que estou aprendendo com ele?”.

Ou seja, seja grato pelas oportunidades que te aparecem.

Porque ficar sentado na cadeira todo dia fazendo as mesmas coisas nunca vai te levar pra nenhum lugar.

Conclusão

O desconforto propulsiona o movimento. 

Quem quer crescer, evoluir, “chegar lá”, tem que se acostumar com o que eu me acostumei, que é se sentir desconfortável 100% do tempo da sua vida.

O desconforto é o fator que me faz saber se estou ou não no caminho certo. 

Se eu não me sinto desconfortável diante de alguma situação, seja ao implantar uma nova estratégia na minha agência, me reunir pela primeira vez com um futuro cliente, fechar um negócio; eu sei que alguma coisa está errada. 

E encarar com consciência e maturidade os processos desafiadores é aceitar que ele pode ser doloroso, mas que o longo prazo – que é o que realmente importa – vai ser exatamente o contrário disso.

É por isso que eu sempre tento afinar o meu olhar diante de qualquer situação que me apareça; sempre encarando tudo pela perspectiva da evolução e do crescimento. 

A cada passo que eu dou o mundo sai do lugar. É por isso que, para mim, a zona de conforto não existe há muito tempo. 

O que está faltando para você sair da sua?