Meritocracia é amor duro

(Clique no player acima ☝ para o ouvir a narração do meu post! Depois fale pra mim o que achou dessa experiência).

 

 

Meritocracia pode ser um assunto espinhoso pra muita gente. Mas não pra mim.

E antes que você comece a ler todo este texto, quero que uma coisa fique muito clara aqui.

Estou falando de um ponto de vista pessoal. Ou seja, vem do contexto e da experiência de quem, entendendo as pessoas que entram e saem das empresas que administra, estabelece um modelo de gestão meritocrático de verdade.

Alguém que vive o tema..

 

Quem tem medo de Meritocracia?

Eu entendo porque meritocracia pode assustar. Falo isso porque ela dói. Mexe em uma parte muito sensível das pessoas. É algo muito verdadeiro.

Quando você analisa friamente é SIM ou NÃO.

Você fez ou não.

Você entregou ou não.

Você merece ou não.

Você.

Vai pra balança tudo o que você faz com o tempo que tem disponível na Terra.

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Vejo muita gente chegando pra mim e dizendo que meritocracia é algo bom pra isso e para aquilo, mas não vejo resultado nenhum nas corporações em que essas pessoas lideram.

E o motivo é simples. A maioria delas apenas fala. Fala de meritocracia e não vive ela intensamente nos seus ambientes de trabalho.

A minha visão e a forma como eu implemento a minha gestão meritocrática avalia sobre a ótica de dois pontos..

Geração de Valor Pontual vs. Estrutural

Existem milhares de formas de avaliar o mérito de alguém. E muitas delas podem ser até muito injustas com a pessoa.

Mas quando eu olho para o mercado como um todo, quando olho para as minhas empresas, quando olho para quem dá duro ao meu lado, vejo apenas um diferencial.

E esse diferencial é..

o valor que um indivíduo pode adicionar na vida de alguém.

E como estamos falando seriamente sobre negócios, gosto de separar esse diferencial entre: Geração de Valor Pontual e Geração de Valor Estrutural.

Geração de Valor Pontual é aquilo que você ou seu funcionário faz pela empresa que adiciona um ponto a mais. Ou seja, quando um SDR meu vende o dobro da meta dele.

Ele teve sorte, teve talento, deu mais duro que todo mundo? Não consigo saber bem, mas eu sei que ele trouxe muito valor para a empresa com as suas vendas. Mas no próximo ciclo ele vai ter que começar tudo de novo. O valor que ele adicionou à empresa foi excelente, mas foi algo pontual.

O que é diferente da Geração de Valor Estrutural. Nesse caso o vendedor não só bateu o dobro da sua meta como criou um processo que detalha tudo o que ele fez para alcançar esse resultado. E com isso em mãos ele promoveu uma revolução no setor. Agora os demais vendedores também venderão mais. A estrutura ganhou com o valor que ele trouxe.

Qual dos dois tem mérito? Os dois. Qual dos dois gerou mais valor? É aí onde eu quero chegar.

Meritocracia vem da geração de valor

Tão simples quanto isso. Todo modelo de gestão de meritocracia que não entender e, principalmente, viver isso está fadado ao fracasso. E o pior, não tem a menor credibilidade.

Super interessante esse pensamento. Mas vamos aprofundar mais ainda. Eu quero que você saia desta leitura com a noção prática do que vivo todos os dias.

Meritocracia é pra cima e pra baixo

Meritocracia pra cima é muito fácil. É fácil por que você tem alguém na sua frente arrebentando, trazendo resultado.

É lógico, é coerente, é justo que você dê uma chance pra essa pessoa. O valor que ela trouxe é nítido. É apenas ligar o ponto A com o ponto B. O dado frio dos seus resultados mostram que se trata de alguém que adicionou valor e que, quando houver oportunidade, ela será promovida.

Por isso que meritocracia pra cima é fácil. É o curso natural das coisas. Adicionou valor à estrutura, adicionou valor a si mesmo. Afinal, não existem empresas sem pessoas.

Mas meritocracia também serve pra baixo. E pra fora.

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Meritocracia é isso

Gosto de usar essa expressão porque amor duro é como o amor de pai. Você vai ser duro com o seu filho porque ama ele. Mesmo que isso doa em você, é algo que precisa ser feito.

É muito sobre..

Encarar as conversas duras. Falar e fazer o que precisa ser feito.

Essa educação serve para desenvolver as pessoas, uma tese que defendo com todas as minhas forças.

Quando falo em meritocracia pra baixo é isso também. Quando você promove alguém para uma posição é por causa do passado recente e pelos resultados dela. E quando ela é rebaixada ou mesmo colocada para fora também.

É duro. Mas você precisa ter a capacidade de fazer escolhas duras e, principalmente, de aceitá-las.

Os ambientes que fazem meritocracia para cima estão seguindo uma ordem natural. Mas aqueles que fazem pra cima, pra baixo e pra fora, estão em outro patamar. São ambientes excelentes. Você passa a instituir uma cultura palpável. É aí que mora a verdadeira meritocracia, onde você entende que ela é uma via de mão dupla. É isso que te move e molda para o desenvolvimento pessoal..

A mensagem para todo mundo que trabalha comigo é sempre bem simples e direta

Quem se dedicar, gerar um valor desproporcional, se incomodar com algo que sabia que podia ser feito de uma maneira melhor, independente da função, essa pessoa terá destaque na empresa.

E não é nenhum sistema de troca ou recompensa direta, mas uma cultura em que fica claro que você é o principal responsável pela sua evolução, carreira e pela sua própria história.

Falo de um lugar que conheço. Eu jamais vou promover alguém apenas pelo simples critério de tempo de casa. Cara, isso simplesmente não existe.

Tempo, por si só, não quer dizer nada.

O valor que aquela pessoa consegue adicionar à equipe, aos clientes, ao produto, a operação, isso sim é a métrica..

Há muito tempo entendi que quem tem medo de meritocracia são aqueles que temem a verdade, o amor duro.

E quanto mais cedo você entender isso, mais rápido vai começar a ter as conversas que precisa ter e a chegar onde quer chegar.

 

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