CHEGA DESSA HISTÓRIA DE QUE ERRAR É BOM

Já consigo até imaginar a porrada de gente franzindo a testa e me achando um imbecil após lerem o título desse texto.

Mas eu de fato acredito, com cada uma das minhas trilhares de células que…

…andar pra frente e evoluir têm muito mais a ver com aprender com seus sucessos do que com seus fracassos.

Antes que alguém venha com aquela velha história de que errar é bom e ponto final, vamos esclarecer algumas coisas.

Errar faz parte de qualquer jornada. Ninguém deveria ter medo de errar. Inclusive eu erro muito, literalmente todos os dias.

O erro é um erro. Nada mais do que isso.

Agora, essa cultura de sobrevalorização do erro está passando dos limites. Quando você começa a ver pessoas sendo aplaudidas por frases como “erre muito” e “erre sempre”, você sabe que as coisas fugiram da medida, e…

…que as pessoas precisam voltar para a realidade.

“Aprender com seus erros” é um jargão absurdamente superestimado.

Eu, sinceramente, acho muito mais útil aprender com os nossos sucessos.

O motivo? Simples. Preste atenção.

Toda vez que você erra, por mais que você aprenda o que não fazer da próxima vez, você ainda não tem ideia do que vai te levar ao sucesso.

É o contrário de quando você acerta.

Quando você acerta já sabe quais tipos de comportamentos te levaram aos resultados desejados. Assim pode assim repetir a fórmula e alcançar resultados semelhantes no futuro.

Isso é vencer. Acertar. Aprender com seus acertos e seguir preciso nos seus propósitos.

Enfim, vamos ser francos. Errar é péssimo. Ninguém quer errar. Se o que você faz com esse erro (aprender) gera um futuro melhor, sim, ótimo. Você tem que se virar.

Mas lembre-se:

No erro você paga. No acerto você ganha.

Mas colocar o erro em um pedestal está deixando as pessoas preguiçosas. Tira da gente a crença de que é possível acertar de primeira. E eu te garanto: se você tiver talento o suficiente e tiver se preparado e dedicado o bastante, esse resultado não só é possível, como é o mais provável.

Você deve estar cansado de ouvir coisas como “a cada 8 novos negócios 7 vão falhar” e “após 3 anos, menos de 5% das novas empresas sobrevivem”.

Mas não caia na besteira de se impressionar com essas estatísticas. Pois elas são só isso mesmo. Estatísticas.

Você pode acertar, e deve. Se as pessoas não conseguem comercializar seus produtos ou serviços… Se não conseguem unir um grupo de pessoas interessantes em volta de um propósito único… Se não tem a garra necessária pra fazer as coisas acontecerem… Ou se não conseguem gastar menos caixa do que criam, isso nada tem a ver com você.

É pouco falado porque parece óbvio, mas existe uma tonelada de estudos que provam que errar não é um pré-requisito para ser bem sucedido.

Empreendedores que já foram bem sucedidos têm taxas absurdamente maiores de sucessos futuros do que os que são marinheiros de primeira viagem. Enquanto homens de negócio que já falharam uma ou múltiplas vezes tem as mesmas chances de um novato!

Sucesso é o que realmente conta.

Sinceramente, você realmente acha que aquela sua amiga que já abandonou a “nova dieta” pela vigésima vez aprendeu quais comportamentos vão levá-la a ser bem sucedida na vigésima primeira? Não, né?

Nenhuma civilização avançou por conta de seus erros. Várias delas pagaram um preço altíssimo por falhar.

É o extremo oposto das sociedades vencedoras. Elas construíram cada vez mais sucesso a partir de suas vitórias passadas.

Imagino que todos aqui consigam lembrar que alguém que se deu bem no começo de sua carreira, e deixa eu adivinhar… essa pessoa continua se dando bem, não é mesmo?

Viver é muito como ser um lutador.

No UFC, por exemplo, todo mundo leva alguns coladões na cara.

Ninguém sai invicto de uma luta. Se quiser vencer uma batalha, esteja preparado pra tomar umas boas porradas. Faz parte do esporte.

Agora, dizer que porque você, levando 587 socos na cara, aprendeu a esquivar dos golpes é brincadeira com a minha cara.

Está na hora de reformularmos essa narrativa antes que alguém saia gravemente machucado dessa história.

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