DNA de Vendas X DNA de Mídia

(Clique no player acima ☝ para o ouvir a narração do meu post! Depois fale pra mim o que achou dessa experiência).

 

Acredito profundamente que o mundo passou por uma mudança drástica em vários aspectos. Arrisco dizer que você e eu presenciamos uma verdadeira…

Mudança a nível cultural de como tudo funciona e se organiza.

A internet, as mídias sociais e o seu smartphone são os principais agentes dessa mudança decisiva como se faz tudo hoje em dia. E isso inclui a sua relação com as pessoas, o seu emprego, a forma de fazer negócios e a publicidade.

Tenho empatia por você que está confuso no meio disso tudo. Foram 100 anos de publicidade tradicional. É muito tempo repetindo um mesmo modelo que até então dava certo.

Você e muita gente insiste em transportar esse mesmo DNA pra o nosso novo ecossistema conectado, no entanto, mesmo que insista, isso não vai mais dar certo. Definitivamente não funciona mais.

O que mudou?

Uma das principais coisas que a internet, as mídias sociais e o celular fizeram foi expandir incrivelmente a produção de conteúdo.

Antigamente simplesmente não existia o número de informação que você tem acesso hoje em dia.

O fenômeno que você e eu nos deparamos é o do excesso de informação. Você sabe disso. Estamos saturados de informação.

Quando você tava em casa ou na rua há 10 anos, não estava bombardeado por mídia a todo momento como hoje. Quando você estava no trabalho há 30 anos, não estava diante da porrada de opções que a internet te possibilita neste exato minuto. Quando você estava no trem, no bonde ou na carroça, há 80 ou 100 anos atrás, não estava recebendo nem 1% da informação que recebeu só essa manhã.

Você é bombardeado por mídia o tempo inteiro

Antes de mais nada, isso não quer dizer que é algo bom ou ruim. Longe disso. Só quero te mostrar o real cenário em que você e eu vivemos.

Não se trata de uma realidade que você possa alterar. Não tem como mudar o mundo. Isso é uma ilusão. Meu objetivo aqui é te mostrar o que eu vejo disso tudo e como você pode agir a partir do que está na sua frente.

Sou totalmente contra qualquer reatividade. Minha postura é sempre de encarar e enfrentar qualquer parada. Tudo o que eu vejo são oportunidades para trilhar novos e extremamente acertados caminhos.

Para se ter uma ideia, hoje, o tempo de consumo de mídia de um adulto como você mais do que dobrou só nos últimos 6 anos.

dados estatística mídia digital mobile

A atenção está no mobile

Observe. O mobile é um dos responsáveis por esse crescimento. O consumo de mídia de um adulto médio é por volta de 6 horas diárias, sendo que um pouco mais da metade desse número é destinada exclusivamente ao celular.

Mas veja bem. Não é que o ambiente mobile tenha substituído os outros meios de consumir mídia. O grande destaque está na somatória das mídias.

As pessoas continuam consumindo praticamente a mesma quantidade de conteúdo no desktop, por exemplo. De lá pra cá, o que aconteceu de diferente foi a adição do celular no final dessa conta. E isso não tem como você ignorar.

Está na sua cara

Tire um pouco a cara do celular e veja quanto tempo você já passou aqui nesse aparelho. Olhe para o lado e veja quantas pessoas estão fazendo o mesmo que você agora a pouco, enfurnadas nos seus próprios celulares consumindo informação. É disso que estou falando e leva a um questão muito pertinente…

Se tudo mudou, você ainda vai insistir nas estratégias que comandaram até 100 anos atrás?

Claro que não. É aí aonde eu quero chegar.

Enfrentando o que vem por aí

Vivemos um momento de ruptura. Você vai continuar se dando mal se não encarar de peito aberto esse momento que todos estamos vivenciando.

Deixar de lado o romantismo de como as coisas eram vai te ajudar e muito a vencer nesse jogo.

Entro e saio de diversas reuniões todas as semanas e vejo como as pessoas ainda são apegadas as suas práticas centenárias. Cara, sinceramente, tenho empatia por esse tipo de pessoa, mas eu preciso ser sincero…

Não é pelo caminho da ignorância que você vai chegar lá. Muito pelo contrário.

A internet tem o seu próprio formato

A internet gira em torno das mídias sociais. Isso é um fato. É assim que as pessoas passaram a usar a rede mundial de computadores.

Aponto isso como um dos principais motivos pelos quais temos essa gigantesca gama e quantidade de conteúdos.

Todo mundo pode e produz conteúdo.

Antes era só marca contra marca. Não tinha ninguém como você e eu produzindo conteúdo para um grande público. Era tudo muito caro, limitado e de difícil acesso.

Quando os indivíduos passaram a ser criadores de conteúdo mudou a porra toda. Mas muita gente ainda insiste nas mesmas estratégias. Não tem como dar certo.

O que você tinha era uma competição entre marcas

Muitas vezes era uma disputa por atenção de um contra um. Agora a sua propaganda, o seu conteúdo, a sua marca, todos competem com milhões de coisas ao mesmo tempo.

Sua mensagem precisa enfrentar todo tipo de conteúdo. Sua produção deve ser mais fofa que um vídeo de gatinho, mais pessoal que os posts dos seus familiares e os Stories dos seus amigos, mais chamativos que a notícia do novo álbum da Beyoncé, mais engajados que o textão do seu influenciador digital favorito e melhor que uma caralhada de outras coisas.

Agora o que você tem é uma dura competição pela atenção das pessoas

Aquele cara que antes pagava um anúncio de TV pensando que todo mundo ia ver a sua marca está morto e enterrado.

Estratégias que não priorizam o público, muitas vezes até em detrimento da exposição da marca, não tem mais tanta força. Essa é a razão porque que marcas e indivíduos com esse tipo de mentalidade ou característica não tenham mais tanta relevância como já tiveram um dia. Esse tempo já passou e a concorrência dos conteúdos de outras mídias oferecem experiências infinitamente mais interessantes do que a foto ou vídeo de um calçado com uma cartela de preço ao lado.

Aí que está a chave…

As pessoas e empresas que não mudarem seu mindset para esse novo ecossistema simplesmente vão fechar as portas.

É por isso que volta e meia você ainda vai escutar essa galera dizendo que Facebook Ads não funciona. Dizem que anunciar na internet é uma furada. Insistem totalmente sem fundamento que investir em mídia paga na internet não dá retorno. Chega a ser absurdo o que eu escuto. É algo totalmente fora da realidade.

Muitos assumem e não encaram o que está acontecendo na própria empresa falida deles e nas oportunidades que deixaram escapar por puro preciosismo.

Não é isso que vai acontecer com você. Sei que se você chegou até aqui sabe que precisa mudar. E a sugestão que eu dou é…

Troque seu DNA de Vendas pelo DNA de Empresa de Mídia

Quando alguém chega pra mim e diz que propaganda no Instagram não vende, que o LinkedIn é um ambiente fraco e que a produção de conteúdo é uma furada, eu realmente entendo aonde estão errando. As práticas dessas pessoas estão impregnadas por um DNA de Vendas. Não é essa a abordagem que dá certo hoje em dia.

Quando você conduz sua comunicação pra essa direção só alcança cerca de 5% do mercado.

marketing marca pessoal

A venda como era feita 10 ou 100 anos atrás perde o apelo cada dia mais. Ninguém está no Instagram, Facebook ou qualquer outra plataforma digital para ver o mesmo anúncio que vê na televisão. Ninguém está nessas mídias pra ver propaganda. O ambiente aqui é outro.

A cultura é outra

Não dá pra empurrar qualquer coisa. Não dá pra fazer aquela velha propaganda agressiva. Não dá mais pra explorar aquela mensagem unilateral de “COMPRE! COMPRE! COMPRE!”, porque isso não vai dar certo.

Antigamente você podia anunciar dessa forma na Tv e teria o retorno que pretendia. As pessoas não tinham opção. Você só competia com outras marcas, pois eram as únicas que podiam comprar por este espaço de atenção.

Entretanto, as pessoas continuam entupindo esses canais com conteúdo de vendas. Não. Não é isso que significa dar importância ao mobile ou ao digital. O mindset agora é outro.

Deixe de lado a venda e foque na plataforma. Foque no conteúdo. Foque na experiência do indivíduo. Foque no indivíduo. É isso.

O DNA que comanda toda essa dinâmica é aquele voltado para a linguagem das mídias sociais.

O DNA de empresa de mídia consiste em trabalhar não com a venda direta do produto ou serviço, mas na construção de uma reputação, no crescimento e maturação de uma audiência altamente engajada. É isso que move os negócios em 2018. Esse é o paradigma a ser seguido daqui pra frente.

marketing venda

Todo mundo deve pensar como uma empresa de mídia

As empresas, pessoas e suas marcas pessoais que estão arrebentando não pensam mais como anunciantes. Elas pensam como produtoras de conteúdo, canais de mídia. Essa é a diferença. Essa é a principal mudança que estamos vivenciando hoje.

O DNA de vendas é o formato ultrapassado, caro e de minúsculo alcance. Você fica naquela de buscar uma conversão forçada no seu funil de vendas. Você esfrega o seu produto na cara do cliente. Totalmente o contrário do que as pessoas querem ou esperam hoje em dia.

Não estou inventando nada disso

É real. As mídias sociais, que hoje são a camada por cima de toda a internet, rejeitam qualquer tipo de propaganda que não gere valor de alguma maneira.

Olhe pra você mesmo. Você já quase não assiste televisão. As propagandas que você é impactado nas mídias sociais são sumariamente ignoradas. Você só dá ouvidos àquilo que realmente agrega algum valor pra você. É aí que as pessoas que entenderam essa nova dinâmica conseguem estabelecer um diálogo com você.

Ter um DNA de Mídia significa conquistar a atenção das pessoas pelo conteúdo.

Quando você faz comunicação com DNA de vendas, só atinge aqueles que já estão comprando aquilo que você vende. Você prega para convertidos. Seu alcance é mínimo, restringe-se aos 5% que mencionei agora a pouco.

Dois exemplos

Você vai vender shampoo. “Tá aqui o meu shampoo”. Compre! Compre! Compre! Você só vende pra quem tá comprando shampoo.

Entretanto, quando você adquire um DNA de Mídia passa a ter a oportunidade de produzir conteúdo realmente relevante. O melhor dessa estratégia é que ela direciona-se para aquela pessoa que não fala ou compra o seu shampoo. Sim. Isso mesmo. Esse tipo de estratégia acaba educando as pessoas a valorizar o tipo de conteúdo que você disponibiliza e, em um segundo momento valorizando o shampoo que sua empresa por “acaso” comercializa. 😉

Atenção. Você vai falar sobre caspa, seborreia, queda de cabelo. Você não fala do seu produto. A abordagem muda.

Você fala com o intuito de ser útil para alguém no tema que você domina.

Segundo exemplo. Se você vende pneus de carro, experimente começar falando sobre tunning. Fale sobre a paixão do brasileiro por automóvel e sobre as melhores opções para tunnar o seu carro. Nesse processo você educa a pessoa sobre os melhores e mais indicados tipos de pneus usados para tunnar determinado tipo de veículo. Você vai ser sincero, precisa ter credibilidade. Você vai colocar os seus pneus como uma das opções para tunnar Golfs e Saveiros. Você não vai inventar nada, apenas irá produzir conteúdo (informação) de qualidade para ser referência a sua audiência.

E aí, deu pra sacar?

O lance está na autoridade que você tem por falar de cabelo e tratamento capilar. A pegada é seu posicionamento como o melhor canal sobre tunning do país.

Falo aqui de ter uma reputação tão grande que a venda será uma consequência da sua estratégia. Você vai trazer tráfego para o ecossistema que sua marca domina e gerar negócios a partir daí. É o que as empresas de mídia fazem. veja o que os grandes conglomerados de comunicação fazem. Eles angariam atenção e trabalham em cima disso. É um modelo de negócio que em pequena ou larga escala acessível a qualquer indivíduo e marca hoje em dia.

O nome bonitinho pra isso é branding. Prefiro chamar de reputação. É mais direto ao ponto e representa bem o sentido dessa postura. É nisso que eu quero que você se dedique e trabalhe incansavelmente.

Foque nas pessoas

A estratégia é ser tão relevante na vida das pessoas, ter uma reputação tão consolidada que faça com que seus negócios aconteçam não como fim, mas como consequência do seu valor na vida das pessoas.

Você pode não ter percebido tão claramente esse novo modelo de negócios, mas é isso que as marcas e principalmente as pessoas que estão arrebentando lá fora estão fazendo.

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