A única coisa te impedindo de arrebentar no Digital

Não me entenda mal. Conteúdo é a porta de entrada pra vencer no Digital. Quem não entendeu isso ainda, já ficou pra trás.

Inclusive entendo que conteúdo é a melhor maneira de você começar qualquer coisa.

Também gosto de citar a tal da Cultura On Demand, as pessoas querem tudo pronto e mastigado para consumirem.

Mas não é só isso que conta hoje em dia.

Não adianta ignorar

Aposto que, assim como eu, você também não está disposto a ficar assistindo propagandas obrigatórias no Spotify ou no YouTube.

Você assina a porra do app ou pula o anúncio do vídeo. Ninguém tolera mais esse tipo de abordagem.

Você ficaria contente se a Netflix passasse a colocar comerciais durante a sua série favorita?

É. Agora você está começando a entender onde quero chegar.

Para encarar essa nova cultura, potencializada pelas mídias sociais, você precisa gerar valor.

A produção de conteúdo se tornou um excelente instrumento para isso.

Só quando você algo realmente útil que as pessoas te dão atenção.

O jogo virou!

Conteúdo definitivamente é uma forma extraordinária de gerar valor para alguém.

Por muito tempo conteúdo foi Rei. Onde quer que eu estivesse, quando o assunto era marketing, isso era inquestionável.

Mas, assim como a ilustração no topo desse post, se você tentar vender um picolé para um esquimó, com certeza ele não vai se interessar nenhum pouco.

Você precisa concordar que essa comunicação seria muito mais eficaz se fosse feita com foco em alguém morrendo de calor na praia de Ipanema, e embaixo de um sol de 40º.

É por isso que de lá pra cá, aqui dentro da Avellar Media e de algumas outras agências de ponta no Digital, uma nova máxima tem ganhando bastante repercussão…

“O conteúdo é Rei, mas o contexto é Deus”

Este sim, é o debate que deveriamos estar tendo.

Mas ainda assim, a forma que eu e meu time aqui vemos é um pouco mais além.

Normalmente eles param no COMO abordar esse ou aquele conteúdo.

Já eu, gosto de ter uma visão holística das coisas ao meu redor. Na produção de conteúdo e no contexto em que as mensagens são absorvidas não é diferente.

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O Contexto acima do conteúdo

Conteúdo está mais ligado ao O QUE você vai falar. Já contexto relaciona-se a COMO você vai falar.

Encarar as coisas dessa maneira tem muita importância porque te permite entender de uma vez por todas que o contexto está acima de tudo.

Todo conteúdo só vale a pena se ele for consumido. Isso só acontece se você souber como e onde chegar em alguém.

Se você tentar falar sobre maternidade no Snapchat, às 3:30 da manhã de domingo, com uma mulher que não quer ter filhos, nunca será ouvido.

Mas, agora, se você fala sobre carreira, no Linkedin, e próximo a hora do almoço, em um dia útil, ela te dará total atenção.

Contexto é tudo!

Diante de uma infinidade de conteúdos a sua disposição, saber como abordar alguém é fundamental.

Porra, abra uma aba do seu browser e veja quantas pessoas estão falando sobre produção de conteúdo por aí.

Você só está aqui comigo porque eu acertei no onde e no como falar contigo. Obrigado por isso.

Você tem interesse no tipo de conteúdo que eu faço. Na forma como eu abordo o meu conteúdo. É isso que conta daqui pra frente.

Cada vez mais é assim que tudo funciona e vai funcionar.

Conteúdos pertencem a um contexto?

A resposta é sim. Alguns tipos de conteúdo são mais naturais que outros. É aí que eu quero chegar.

Percebam que o conteúdo é apenas uma parte do processo. O contexto é COMO, ONDE, QUANDO e PORQUE.

O conteúdo tem que sair a partir do contexto e não apenas se adaptar ao meio onde será incorporado.

Desvendar como, onde, quando e porque alguém vai consumir é o desafio do século.

A grande dificuldade é entender intimamente com quem você está falando. É isso que vale.

COMO EU FALO?

Você precisa falar a mesma língua das pessoas. Fale de uma maneira interessante.

Mas existe um modo de fazer isso. Você não fala com a sua mãe da mesma forma que fala com a sua namorada.

Você não dá um conselho para o seu marido da mesma maneira que aconselha sua avó. Você sabe que tem horas melhores e momentos péssimos pra abordar alguém sobre uma nova ideia. Você tem um jeito para lidar com cada pessoa em cada situação. É isso que você precisa ter em mente.

ONDE EU FALO?

Você precisa entender onde a sua mensagem vai ser consumida.

Você não fala no seu trabalho da mesma forma que fala quando está em um campo de futebol. Entenda isso.

Na sua casa, você fala com o seu filho da mesma forma que fala com o filho do vizinho?

Você não para alguém no elevador para fazer um discurso de 49 minutos. Assim como você não faz uma piada de 7 segundos pra uma audiência esperando para ver um palestra longa. É isso.

QUANDO EU FALO?

Quando alguém está na pior, você não vai empurrar ele ainda mais para o fundo do poço.

Você não pede alguém em casamento no primeiro jantar.

Um excelente vendedor não tenta fechar o negócio na primeira ligação. Entenda o momento em que o seu conteúdo vai ser consumido.

POR QUE EU FALO?

Isso é contigo. Sua mensagem deve ser natural. Não compre o discurso dos outros só porque é o mais bonito ou está na moda.

Originalidade ainda é uma moeda valiosa. E isso é mais fácil de conseguir do que você imagina. Basta ser você mesmo e fiel aos seus propósitos.

A forma de desvendar o mecanismo do contexto é produzindo conteúdo nativo.

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Conteúdo nativo

O conteúdo é nativo. Ponto. Tudo que você produz deve refletir a linguagem, momento e contexto que será consumido.

Você não vai mais sair socando anúncio atrás de anúncio com ofertas na cara das pessoas.

Funcionou 10, 20, 50 anos atrás. Hoje não funciona mais. Acredite.

Coloque-se no lugar da sua audiência. Eu, você e qualquer pessoa, detesta ser importunado por anúncios agressivos de oferta de produtos na sua timeline.

Você está no Instagram pra ver fotos legais, conteúdos com um impacto visual surpreendente e, claro, os stories dos seus amigos e artistas favoritos.

Você está lá pra ver o designer que fez o tênis que mais gosta, não para receber um anúncio de oferta do calçado.

Perceba…

É tudo uma questão de contexto

O conteúdo é o mesmo: tênis com design extraordinário.

Se você está no Instagram, o contexto são imagens bem produzidas, belezas naturais, design e o caralho.

Você sabe o que quer ver no seu feed. É isso. Não tem pra onde correr.

Agora, você acha que uma cartela de supermercado é um conteúdo nativo para o Instagram?

Por mais bizarro que pareça, as melhores estratégias não são as mais agressivas, mas sim as mais gentis.

É a já batida estratégia da geração de valor. Todo mundo sabe do que se trata, mas pouca gente pratica de fato.

Minha ideia é colocar o emocional no centro. Falar com às necessidades reais do seu público. É simples.

Seja útil para alguém

Se você tem um mercadinho de bairro, coloque postagens que mostrem o quanto seu mercado é arrumadinho. Mostre as frutas e verduras fresquinhas que você vende. Porra, é tão simples!

Isso é conteúdo nativo. Você não está vendendo nada diretamente. Você só está produzindo conteúdo.

De uma forma sincera, divertida e interessante, mostre como escolher uma boa melancia. Isso é ser útil.

Para você conquistar o coração das pessoas, a estratégia é essa:

Lance conteúdos nativos, que se fundem com perfeição às mídias da plataforma e contam histórias que engajam de maneira emocional as pessoas.

Acerte o centro emocional!

O valor de uma pessoa sorrindo ou até chorando de emoção pelo seu conteúdo tem um preço inestimável.

A criação de um conteúdo nativo espetacular tem pouco a ver com a venda e muito com um storytelling bem feito.

Em mãos certas e experientes, uma marca capaz de dominar o conteúdo nativo torna-se humana nas mídias sociais.

Quando um conteúdo nativo toca alguém, ele tem a mesma potência que qualquer super produção da mídia tradicional.

Só que seu custo é infinitamente menorÉ esse o mindset!

Com a ajuda das mídias sociais e do celular, você tem a mesma capacidade de emocionar alguém e chamar a atenção que qualquer empresa de mídia.

O jogo é esse

As pessoas consomem com seus corações, não com suas cabeças. É psicologia!

Entendo que você só conquista alguém contando uma boa história nas mídias sociais.

A qualidade do storytelling de uma marca é diretamente proporcional à qualidade do seu conteúdo. Se não for bom, ninguém vai dar atenção. Fato.

Seu conteúdo deve apelar ao coração. Falar diretamente às dores da pessoa que você direciona a sua mensagem.

Você deve ter em mente o todo

Intuição. É uma das maiores dádivas da vida. Você sente quando alguma coisa está indo bem ou mal.

Acredite nos seus sentimentos. Acredite nos sentimentos que você pode provocar.

Onde essa pessoa vai receber essa mensagem? Você não vai mostrar o seu currículo no Facebook. Você tem o LinkedIn pra isso.

Respeite a plataforma que você está usando, isso faz parte do contexto.

Por isso que o contexto está acima do conteúdo. Sempre bato na tecla. A qualidade do seu conteúdo é algo subjetivo.

Você não existe para ninguém se está na internet e não está produzindo conteúdo.

Você não controla tudo

Não controla se as pessoas vão gostar ou não daquilo que você produz. Mas você pode controlar como, onde, quando apresenta o seu conteúdo. Isso conta muito.

Mais uma vez: contexto é tudo! Tenho mais uma dica fundamental para você entender isso.

Não seja um pé no saco!

Não interrompa experiência do usuário. Muita gente alerta pra esse tipo de coisa.

Humanidade. Veja o que realmente importa. Nem tudo no mundo pode ser expresso em números.

Redefina seu ROI. Você sabe o quanto seu conteúdo é amado ou odiado?

Qual o preço por ser irritante?

Estou cansado de ver em salas de reunião pessoas que acham que vale a pena encher o saco das pessoas com conteúdos fora de contexto.

Fazem cálculos malucos, de engenharia reversa para provar que tem ROI fazer uso de pop-ups com aquele “X” minúsculo que é impossível de clicar. Simplesmente fora da realidade. E chegam a dizer que é benéfico pro seu negócio… Caralho! Não poderiam estar mais enganados.

Agrade uma pessoa, ela vai gostar e retribuir você por isso. Agora, seja um pé no saco, você vai se arrepender do que ela vai fazer com a sua vida.

Respeite a pessoa que precisa e está atrás do seu conteúdo

Quem também não tem nada a ver com o que você produz merece respeito da mesma forma.

A pessoa que você fala diretamente tem um marido, esposo, namorado, namora, parente que não consome o seu conteúdo.

Essas pessoas também devem estar no seu espectro. Não agrida ninguém.

Só porque você pode não significa que deva fazer algo.

Insisto: contexto é tão importante quanto o conteúdo. Pense no momento da sua fala para você ser bem vindo.

Evite ser um convidado indesejado na festa de alguém. E o melhor…

Nunca leve cerveja barata para essa festa.

Dê o seu melhor. Se você não é o melhor, seja autêntico. A intenção que você coloca nas coisas conta muito.

É o que eu vejo como geração de valor.

Conte histórias interessantes para pessoas reais

Você precisa entender que, quando as pessoas estão nas 7 ou 9 plataformas de mídia que detêm a atenção das pessoas, elas estão em modo difuso de atenção, inconscientemente escaneando o feed por algo que possa lhes interessar. Normalmente as pessoas não estão nem aí pra nada que os anunciantes querem mostrar.

Faça as pessoas se importarem.

Você não me conhecia a pouco tempo atrás, mas já está conversando comigo a pelo menos 5 minutos. Acredito que estou gerando um pouco de valor pra você.

Não seja a coisa que vende a coisa. Seja a coisa. Isso é contexto, é conteúdo nativo.

Gere valor. Se você não consegue ser interessante, seja útil.

Faça o seu consumidor uma pessoal real

Aliás, esqueça as palavras consumidor ou público alvo. A partir de agora você só trata com pessoas.

É muito mais fácil chegar até a Mariana do que até as mulheres, heterossexuais, brancas, brasileiras, de 10 a 60 anos.

Crie essa pessoa na sua cabeça. É pra essa pessoa que você vai produzir conteúdo.

Você quer atingir o Felipe? Pense nele. Pense no contexto dele.

Como vou ser útil para o Felipe, apaixonado por cultura pop, gamer e aficionado por histórias em quadrinhos?

Fica muito mais fácil fazer a diferença na vida dele e de qualquer pessoa que tenhas as mesmas preferências.

Quando você mira no micro acerta no macro.

Olhe pra você mesmo

Muitas vezes você é a sua própria audiência. O conteúdo que você produz te chamaria a atenção?

Ninguém gosta de receber emails, directs no Instagram e mensagens no Facebook sem ter pedido por isso. É como um telemarketing que liga pra você a cada 10 minutos te oferecendo merda.

Você está com o saco tão cheio disso que até tendo interesse pelo produto, não vai querer saber nada sobre isso.

Você perdeu exatamente quando foi um mala com a pessoa que desejava conquistar.

etiqueta nas midias sociais

Não implore, seja útil!

O contexto influencia em três frentes seu conteúdo. Determina a forma que seu conteúdo será consumido. Também aponta quem vai consumir esse conteúdo e o local exato onde será melhor assimilado no momento (micro-momento).

Você até pode ter um bom conteúdo, mas, se ignorar o contexto, o fracasso é certo.

A maioria das pessoas é indiferente ao contexto porque está focada em apenas “vender”.

No entanto, os consumidores não estão lá para “comprar”, eles estão lá em busca de valor.

Seja crítico e comece a trabalhar no contexto que seu conteúdo está inserido.

Agora tenho certeza que você entendeu que o contexto está acima do conteúdo.

Faça a diferença na vida de alguém na hora e local certos

Não encha o inbox do seu público. Só vão gostar de você se eles te buscarem primeiro. Crie o contexto pra isso.

A mensagem é simples: “assista o meu conteúdo”. Mas existem milhões de formas de dizer isso. Milhões de momentos. Milhões de lugares. Milhões de motivos e histórias para contar.

Contexto é tudo!

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