COMO CONTAR SUA HISTÓRIA NAS MÍDIAS SOCIAIS

“Escreva um livro, tenha um filho e plante uma árvore.”

Todo mundo já ouviu essa merda. As duas últimas coisas, ter um filho e plantar uma árvore, são claras.

Mas com certeza você nunca pensou no que significa escrever um livro: é contar uma história e…

Nada, absolutamente nada é mais importante do que isso se você quer vencer em 2018

Só que hoje você não vai se restringir a um programa de tv, livro, blog ou eBook. Você conta a sua história para o mundo em micro-momentos.

Você conta uma história nos 15 segundos de um story do Instagram, nos 280 caracteres do Twitter e na loucura que é um feed de Facebook.

Mas pouca gente presta atenção nisso. Quer queira quer não, você está sempre contando uma história.

Você pode não saber, mas tem uma marca pessoal. E você preciso entender isso.

É algo que une todos nós. Não importa quem você é ou qual é sua profissão.

Seja você um empreendedor, vendedor, designer ou cozinheiro. Não importa o que você faz, a partir de agora…

Uma grande parte do seu trabalho é contar uma história que envolva as pessoas.

Se você acha que essa onda é passageira, tenho que te avisar: isso não vai mudar. A forma como você constrói seus negócios e a maneira como causa impacto real nas pessoas é por meio de uma ótima narrativa.

Isso é realmente importante.

E a partir dessa perspectiva, vejo que a maioria das empresas, autônomos, e até as agências de publicidade no Brasil estão contando histórias em 2018 como se estivesse em 2007.

Cara, tudo mudou. A mesma coisa que você fez ontem não vale pra hoje.

Hoje, tudo depende de um storytelling bem contado!

Como contar uma história que envolva as pessoas

Minha tese está fundamentada em micro-momentos e na capacidade de contar uma história que chame atenção em um mundo tão distraído.

A internet, com a ajuda das infinitas possibilidades do ambiente mobile e das mídias sociais, mudou tudo.

O tempo e a atenção de uma pessoa nunca foram moedas tão valiosas. Escute bem…

Eu acredito profundamente que atenção é a commodity mais valiosa desse século.

A forma como as pessoas consomem conteúdo mudou pra sempre. Hoje, o desafio de contar uma história que envolva as pessoas está nos micro-momentos.

Você vive isso hoje, agora, lendo esse texto que só vai durar 5 minutinhos de leitura.

Falo de minúsculas partes do tempo que você usa para dizer sim ou não para uma pessoa no Tinder, rolar a esmo o feed do Facebook e a velocidade que acha a solução para uma dúvida com a ajuda do Google.

A minha e a sua vida não são mais contada em horas, dias, meses e anos, mas em momentos, micro-momentos.

Agora mesmo você e eu estamos aproveitando esse momento para alguma coisa. Você está em busca de conhecimento prático e eu estou querendo repassar o meu.

Para transmitir um storytelling poderoso, você precisa encaixar sua história dentro de micro-momentos.

redes sociais nuvem

Faça um bom uso das mídias sociais!

O Storytelling, a narrativa que usamos para contar uma história envolvente, não mudou muito, mas os meios que utilizamos pra fazer isso, se transformaram completamente.

Sou fascinado por isso. É o desafio da década: encontrar maneiras diferentes de contar uma história que prenda a sua atenção e a de outras milhares ou milhões de pessoas no momento em que alguém pega um celular e navega por várias mídias sociais.

Esse é o jogo que estou jogando. É nisso que você deve focar a sua energia a partir de agora.

Aquele tempo em que você sentava diante da Tv e ficava zapeando pelos limitados canais acabou. Você tem todo o conteúdo que precisa consumir na tela do seu celular. Vai dizer que você não assiste YouTube pela sua Tv?!

Quer você admita ou não, vivemos em um mundo onde há quantidades desagradáveis de informações sendo jogadas em nós e quantidades ilimitadas de pontos de venda para consumir todo tipo de conteúdo.

Vivemos em uma cultura on demand e você, como consumidor e pessoa preocupada em contar histórias, precisa reconhecer isso urgentemente.

Cultura on demand

O panorama da mídia mudou completamente. Vivemos em um mundo onde as pessoas só assistem Tv quando querem e podem consumir temporadas inteiras de seus programas favoritos em uma noite.

Isso porque só estou me restringindo ao consumo de conteúdo de entretenimento. Agora, já reparou na forma como nos comunicamos?

Vou abrir minha bola de cristal aqui e dizer que tem alguém aí do seu lado te incomodando a leitura. Porra, é isso!

Muitas vezes eu prefiro que você me mandem um direct no Instagram, uma mensagem no Whatsapp ou até um email. Prefiro assim porque eu posso ver o que você me falou no meu próprio tempo. Quem não abre uma caralhada de abas no seu browser para ler um blog post depois?! Não faça isso com os meus!😎

Trata-se de um novo meio de contar histórias. O que se fazia 5 anos atrás já não funciona. É a cultura on demand.

Você consome e produz conteúdo de acordo com a sua necessidade e só aquilo que quer.

E isso fez com que todos quisessem contar suas próprias histórias. Quem não entendeu isso está perdendo tempo.

A cultura da demanda explica o fato de o Facebook e o WhatsApp processarem mais de 60 bilhões de mensagens por dia.

É um número três vezes maior que o que se fazia no tempo em que você só usava SMS em 2008.

A arte do storytelling nas mídias sociais

Para começo de conversa, a primeira coisa que você precisa para contar uma grande história, é evocar uma reação. Ponto.

Você está cercado de uma quantidade gigantesca de conteúdo. Se você não fizer alguém parar o que está fazendo e gerar uma resposta (engajamento), perderá.

A chave está nos micro-momentos. Seja uma ação ou emoção, o verdadeiro teste de contar histórias é como você se sente ou o que faz no momento seguinte em que consome aquele storytelling.

Há alguns semanas comprei flores e chocolate para o pessoal da Avellar Media. Não era feriado nem nada, por isso foi totalmente inesperado. A reação foi ótima.

As pessoas ficaram surpresas e a reação foi uma mistura de felicidade, positividade e uma moral estimulada.

Se fosse véspera de Páscoa ou qualquer outra data, poderia ter sido um pouco mais esperado e a história teria sido mais clichê e, portanto, não evocaria uma resposta tão boa.

É tudo sobre superar expectativas e aproveitar micro-momentos.

Em um universo de centenas de milhões de histórias, as grandes histórias são aquelas que causam alguma reação.

É a lógica dos blockbusters da indústria de cinema.

Você conta uma história de duas horas para ser exibida em uma telona. Com as mídias sociais, você usa micro-momentos para contar sua história em uma telinha.

O celular é a sua arma, já que entrar na cena do cinema bilionário é bem distante e não tem mais o atrativo que já teve antes.

Falo isso quando vejo mais um fiasco da Warner/DC nos cinemas e a ideia de gastar milhões de dólares sem ter o retorno que se deseja começa a ser algo a ser questionado.

Continuando com a comparação com o cinema blockbuster, vejo que mesmo essa quantidade de dinheiro investida em arte e criatividade sem o retorno almejado, pode ser interessante.

Você deve considerar suas intenções ao contar sua história.

É claro que você pode e deve se preocupar com a qualidade artística e criativa daquilo que produz, mas o seu objetivo final deve ser bem claro.

Muitas pessoas criam um grande trabalho artístico, tem uma puta sacada, mas desprezam o objetivo final de contar uma boa história e alcançar determinado objetivo de negócio. Seja para ajudar as pessoas, fazer alguém se apaixonar por uma marca ou para vender um produto, serviço ou recurso, você precisa ser fiel às suas intenções.

Minha estratégia pessoal é baseada na praticidade.

Não me interessa se você é um empreendedor, atleta, vendedora, designer, professora, cozinheiro, ilustradora ou maquiadora.

Se você quer vencer, você precisa contar bem a sua história. Esse é seu novo trabalho.

É isso que vai definir quem estará bem posicionado ou não daqui 12 ou 24 meses.

Pense no curto prazo apenas para começar a executar. É no longo prazo que você vai chegar lá.

O que muita gente não se liga é que toda vez que você posta alguma coisa na internet, está contando um pouco da sua própria história.

Você pode ser a maluca das fotos com legenda de citações, o maluco do politicamente correto ou a torneira aberta de memes.

Você conhece cada um desses tipos. São muitos. Tem aquele casal que usa apenas um perfil para os dois. Você não sabe quem está falando. É bizarro.

Tem aquele seu amigo que só posta fotos das viagens. Aquela que só posta foto com os gatos. O baladeiro. A intelectual. O “cientista político”. Os tipos são infinitos.

Aí eu te pergunto…

Qual história você vem contando nas mídias sociais? Elas estão contribuindo ou não para a sua vida?

Não importa o que você faça, você está sempre contando uma história. É psicologia. É assim que a nossa cabeça funciona.

Se você acha que é uma novidade, lembre-se dos seus avós que sentavam na porta de casa para falar mal de quem passasse na rua.

Isso nunca vai mudar. A única coisa que a internet e o celular fizeram foi expandir drasticamente essa nossa necessidade de contar e ouvir histórias.

Quem se recorda da brincadeira do “telefone sem fio”? Puta, que coisa antiga.

É a mesma coisa, só que agora você consegue mensurar e direcionar a história que passa de celular em celular.

É assim que as coisas funcionam hoje e vão ficar ainda mais evidentes nos próximos anos.

Quem não contar a sua história de uma maneira envolvente e aproveitando os micro-momentos, vai ficar com a cara de merda que fazia quando ficava de fora da brincadeira.

Agora, a forma como você constrói seu próprio negócio e a maneira como faz um impacto real na vida das pessoas é por meio de ótimas histórias.

Hoje você não fala só com um pequeno círculo de amigos da sua cidade. Você está conectado com o mundo.

Você tem nas suas mãos um tweet, um story, um Medium, uma página no Facebook, um vídeo no YouTube.

Envolvendo as pessoas com a sua história

Para começo de conversa, você tem que entender duas coisas. A primeira coisa que precisa saber é que você pode. A segunda é uma obrigação. Quem quer avançar em qualquer ângulo da sua vida pessoal ou profissional, precisa de dedicar na história que deve contar.

10 anos atrás, não era nem uma opção pra mim e não era pra você. Hoje é uma realidade altamente acessível.

Você tem um celular. Você pode achar ele ruim, mas ele te possibilita escrever um texto, fazer um tweet? É, não tem desculpa.

Antigamente, produzir a quantidade de conteúdo que eu faço e distribuí-la na mesma escala me custaria milhões de reais por ano.

Agora é praticamente grátis!

As mídias sociais e as facilidades do mobile democratizaram o acesso para criar.

A internet é o intermediário. Agora, você tem mais oportunidades do que nunca para contar sua história de uma forma que faça sentido e possa ressoar com pessoas de todo o mundo.

Mas por onde eu começo?

 

Comece do zero.

Com as infinitas possibilidades de mídias como Facebook, Instagram, Twitter e Medium, não custa muito colocar ótimos conteúdos no ar.

Você não precisa nem ser um cara de sacadas fuderosas, nem o mais inteligente, nem o mais engraçado.

Você pode apenas usar o que tem: você mesmo.

Conte a sua história, mostre como você pensa, apresente algumas de suas habilidades, produza conteúdo.

vlog

Não crie nada. Documente seu dia a dia.

O maior segredo do sucesso em torno do conteúdo que produzo é que eu não crio nada. Eu apenas documento. O conteúdo sou eu, é a minha história e a dinâmica dos meus relacionamentos pessoais/profissionais que utilizo.

No meu Vlog semanal apresento o meu dia a dia. Mostra a minha rotina de treinos e os perrengues de ser empreendedor. Mais uma vez: não crio nada. Apenas apresento o meu conteúdo na prática. Dou insights aqui e ali, mas é pelo exemplo (história) que mostro a força do meu conteúdo.

Além disso, uso o meu programa de perguntas e respostas sobre empreendedorismo para fazer mais conteúdo. Não me preparo, apenas pego algumas perguntas da galera e respondo.

Em 3 meses, só com esses dois programas, já tenho mais de 3.000 horas de material editado, gravado já até perdi as contas.

Isso significa centenas de vídeos no Instagram, dezenas de programas e palestras inteiras no YouTube. Isso só no conteúdo audiovisual.

E nada muito criativo, apenas o meu mindset e minha rotina fora do normal.

Desse material, extraio minhas citações que fazem sucesso nas redes. Também tiro boa parte dos textos que escrevo aqui.

Esse é o meu segredo que já não é tão segredo assim. O conteúdo sou eu mesmo, um cara contando a sua própria história.

Agora quero que você faça a mesma coisa.

Ou não. Você é que sabe. Se você for mais criativo do que eu, faça programas mais bem estruturados.

Porta dos Fundos e milhares de outros canais fazem isso.

A minha estratégia é a mais prática. Isso conta muito.

Alie Obsessão e Objetividade

Sou fascinado pela ideia de obsessão. Fazer o que você ama. Mas você tem que ser prático. Comece documentando, depois você passa para produções mais elaboradas.

É definitivamente verdade que, se você quer ser visto ou ouvido nas redes sociais, precisa publicar conteúdo valioso regularmente. Não dá pra fazer isso se ficar planejando muito. Adapte-se a sua própria capacidade. Você deve postar conteúdo pelo menos 5, 6, 7 vezes por dia. E não custa ressaltar, postar fotos, tweets, status e vídeos de 6 a 7 vezes por dia em cada rede social.

Se você adotar essa filosofia, ela permitirá que você supere seus medos de se colocar lá fora. Diga ao mundo o que está acontecendo. Descreva sua jornada, delineie sua visão e descreva seus pensamentos, ideias, ações, ganhos, perdas, ansiedades e ambições on-line.

Apenas comece a falar sobre as coisas que são mais importantes para você. Porque, no final, o criativo (ou o quão “bonito” alguém pensa que seu conteúdo é) será em grande parte subjetivo. O que não é subjetivo é o fato de você colocar mais conteúdo e ter mais chances de ser ouvido.

Redes sociais e dispositivos móveis criaram uma droga de entrada para a conscientização do consumidor. Eles mercantilizaram a comunicação e a narrativa.

Isso é realmente como eu vejo isso. Você tem que entender que Instagram, YouTube, Twitter e Facebook são as novas BBC, Globo, Warner e Folha de S. Paulo.

Se você sair dessa inércia que vive agora, está literalmente nas suas mãos a arma que vai fazer sua história alcançar centenas de milhões ou bilhões de pessoas todos os dias. Não dá pra ignorar esse chamado.

Mas pra isso, é preciso que você…

Fale a mesma língua que todo mundo

Aí que muita gente erra. A sua história sempre será a mesma, mas a forma que você conta ela não vai ser.

Você não fala com a sua namorada do mesmo jeito que fala com a sua mãe.

Você precisa produzir conteúdo nativo.

Você já deve ter visto aquelas empresas que postam a mesma coisa em todas as redes sociais. Elas só se fodem. Não contam a própria história direito. Ninguém está disposto a ver comerciais no LinkedIn. Lá você está para falar de negócios, crescimento profissional e oportunidades de emprego.

Agora, experimente postar textos interessantíssimos de sua autoria e girando em torno da sua área de atuação profissional. Mantenha essa produção constante. Vai chover contatos e recomendações pra você.

Agora tente usar a mesma seriedade no Facebook. Você vai levar um meme bem no meio da cara!

Fique atento às nuances de cada mídia.

mindset mentalidade empreendedorismo

O Instagram é a mídia do momento. Não é a toa que a sua principal ferramenta se chama “Stories”. É praticamente um outra rede social, com dinâmicas e nuances totalmente diferentes. Você deve começar a contar a sua história por lá.

É inegável o poder que o Instagram e as mídias sociais têm. Use elas de forma inteligente.

Quando falo de produzir conteúdo nativo, estou me referindo a você não ser um Alien na sua mídia social.

Fale na língua de cada mídia que usa.

O Instagram requer fotos mais bem trabalhadas. Se você postar um vídeo lá, saiba que tem 15 segundos no Story. É aproveitar esse micro-momento para gerar uma reação.

No YouTube e Facebook por exemplo, a forma de consumo é outra, você tem um pouco mais de tempo para passar sua mensagem. Principalmente no YouTube.

Você ficaria surpreso com a taxa de visualização dos seus vídeos se soubesse aproveitar esse primeiro contato.

Se eu conseguisse que você tirasse uma coisa deste desabafo, apenas uma, ela seria que você entendesse de uma vez por todas que, não importa a era em que estivermos, você sempre contará a sua própria história. A grande diferença é que em 2018 você precisa adaptá-la ao micro-momento em que ela será consumida.

E aí, está pronto para começar a contar a sua história?

  • Muito obrigado por ler! Eu acho fantástico que você tenha se importado o suficiente pra investir o seu tempo aqui.
  • Se alguma coisa nesse artigo ressoou contigo, ou se você acha que alguém que você conhece vai se beneficiar de passar um olho nessas palavras, envia pra ele ou compartilha com seus amigos. Isso significaria muito pra mim, de verdade.
  • Além disso, se você tiver interesse em acompanhar insights e dicas exclusivas sobre empreendedorismo não deixe de me seguir no Instagram e no Facebook. Você vai poder espiar o dia a dia de alguém que está na jornada de construir suas empresas e ser melhor a cada dia.
  • Também tenho um programa de perguntas e respostas no YouTube e um Vlog no qual você pode acompanhar o meu dia a dia de empreendedor e de triatleta apaixonado.
  • Vamo que vamo!