Atletas, as regras mudaram!

(Clique no player acima ☝ para o ouvir a narração do meu post! Depois fale pra mim o que achou dessa experiência.)

Não importa se sua carreira está no auge, no fim, ou se ainda luta por patrocínios, você precisa construir sua marca pessoal.

Não é por ego ou qualquer outra bobagem. É uma necessidade prática e real. Por isso estou indo tão direto ao ponto.

Quando você é uma referência dentro e fora da sua modalidade, a sua saída do circuito fica bem mais segura.

Você não vai sofrer como os ex-atletas que não tem algo com o que se dedicar. A transição passa a ser uma mar de possibilidades.

Como você vai virar um palestrante, uma garota propaganda ou comentarista?

Isso não acontece do dia pra noite. Você precisa mostrar para as pessoas o seu valor além das medalhas e títulos que conquista.

Quero ser bem sincero aqui. Você sabe que um dia vai ter que abandonar as competições.

E, sem querer ser dramático, mas apenas realista, você ainda pode se machucar e encurtar ainda mais essa sua jornada.

Sem os seus resultados, quem é você?

O que sua marca pessoal faz por você

Não falo apenas psicologicamente, mas financeiramente também. Sou desse meio.

Sei como é duro quando um atleta para de competir de uma vez por todas.

O impacto é gigantesco.

Ter uma marca pessoal forte faz com que esse impacto torne-se um novo e promissor desafio.

Quando o Neymar parar de competir ele ainda terá uma marca forte para trabalhar.

Veja o exemplo do Ronaldinho Gaúcho. Ele não para de estrelar campanhas publicitárias.

Quando o Oscar Schmidt parou ele tinha todo um suporte por trás. Todo mundo quer ver uma palestra do cara.

A mesma coisa aconteceu com o Bernardinho. Eles construíram marcas consolidadas.

Você conhece as dores, lutas e qualidades deles.

Você sabe o que eles têm para te oferecer.

Conte sua história nas mídias sociais

Eu não precisava te dizer isso, você provavelmente já sabia. Só não faz nada a respeito.

Mas é real. Você precisa usar as mídias sociais e precisa vencer também nesse jogo.

Vivemos uma mudança gigante na forma como encaramos a comunicação e tudo ao nosso redor.

Vejo muitos atletas ignorando completamente essa oportunidade  ou fazendo uso errado das plataformas.

Neste mesmo tempo existem influenciadores faturando milhões na internet com suas fotos, vejo atletas dando um duro danado pra conseguir patrocínio e competir no estado ao lado.

O boom das mídias sociais também precisa entrar na cabeça dos atletas de todas as modalidades.

Cara, todo mundo sabe o trabalho que é negociar e manter um patrocínio. Atletas de todas categorias sofrem com isso.

Mas se um influenciador consegue ir para Dubai com tudo pago, o fato de que você tem dificuldade em conseguir patrocínio pra ir jogar um Sulamericano pelo seu país é um feedback real e prático de que está jogando errado este jogo.

O grande lance é que tudo mudou

A internet mudou isso. Os dispositivos móveis mudaram esse jogo.

O celular que muito provavelmente você está usando pra ler esse texto aqui é o driver principal de tudo isso.

E antes que comece o saudosismo, pare pelo amor de deus. Não tem nada de ruim nisso. Muito pelo contrário.

Quero te dizer que nunca existiu uma época tão boa pra ser atleta e correr atrás dos seus sonhos.

Várias outras pessoas ligadas ao esporte também reconhecem essa oportunidade.

Conheço pessoalmente dezenas de atletas que fazem um trabalho extraordinário com suas marcas pessoais.

Cara, depois dê uma olhada da minha amiga mineira Larissa Fabrini.

A Lah é uma triatleta amadora que trabalha muito bem sua marca pessoal e vem conquistando grandes resultados com isso.

Ela tem patrocínio da Asics e é Embaixadora da Specialized no Brasil, uma das maiores marcas de bicicletas esportivas do mundo.

Independentemente da sua opinião pessoal sobre esse tema que estou levantando aqui, preciso dizer.

Os atletas têm uma grande vantagem quando atacam com tudo nas mídias sociais.

As mídias sociais viraram o jogo

Antigamente, o sonho era que com a dedicação no esporte e com os resultados viriam os louros. Ou não.

Você precisava ralar muito para conseguir aparecer na mídia tradicional (TV, Jornal e Rádio), ganhar notoriedade e enfim conseguir mínimos patrocínios.

Cara, hoje você pode e deve ter um canal exclusivamente seu. Use o YouTube, Instagram, Twitter, Musical.ly, Twitch ou qualquer outra mídia social.

É isso que vai te trazer notoriedade. É isso que vai apresentar o seu esporte para o mundo.

É isso que vai mostrar o seu valor. É isso que vai mostrar quem você é.

Você não precisa mais de uma rede de televisão pra te apresentar pro mundo, essa responsa passou a ser sua.

Está literalmente na sua mão

A atenção das pessoas que você alcança nas mídias sociais é o que define se será um bom atleta para se patrocinar ou não.

O Paris Saint Germain (PSG) não contratou o Neymar só porque ele é um puta atleta.

O Neymar está ali por uma “jogada de marketing“. É branding ou qualquer outro nome que você queira dar.

Não falo isso pra fazer um ponto ou nada. Falo isso porque acho fantástico como o mundo roda hoje em dia.

A atenção que o Neymar tem nas mídias sociais é animal.

O PSG precisa se posicionar como um grande clube e o Neymar é um baita outdoor. Tão simples quanto isso.

Os dois saem ganhando. E o Neymar só conseguiu essa dimensão porque investiu na sua marca pessoal.

Todo atleta profissional é uma marca pessoal foda

O Cristiano Ronaldo não está no Instagram por brincadeira. O Neymar não está o tempo inteiro de forma massiva em todas as mídias possíveis só porque quer ser descolado e acha maneiro.

Eles precisam estar lá. Le Bron James, Stephen Curry e Radamés precisam dessas mídias.

Você deve ter estranhado o nome do Radamés nessa série de estrelas.

Estou usando o exemplo dele pra ilustrar a forma que uma marca pessoal minimamente bem trabalhada pode fazer.

Ele é um jogador de futebol que atuou em grandes clubes do Rio. Hoje, o Radamés é jogador do Brasiliense, time de pouca expressão nacional, e tem quase 200K no Instagram.

Toda essa atenção que ele tem reverte-se como boa parte do seu orçamento.

É. Acho que você já sacou onde eu quero chegar.

A hora é essa!

Com o passar do tempo, mesmo os atletas de destaque vão caindo no esquecimento e os contratos começam a desaparecer.

Mas, quando se tem uma marca pessoal bem posicionada, sua vida profissional dentro e fora de campo pode se estender por muito mais tempo e de forma bem mais vantajosa.

É o caso do Wendell Lira. Esse do vídeo aí em cima.☝

Ele nunca jogou em nenhum grande clube. Nunca foi um atleta fora de série. Mas opera atenção como poucos.

Com a fama que ele alcançou fazendo o gol mais bonito do mundo de 2016, Wendell Lira abandonou o futebol e começou a se dedicar exclusivamente aos eSports e a produção de conteúdo nas mais diversas plataformas sociais.

As mudanças assustam muita gente. Com certeza o Wendell pensou mil vezes antes de decidir abandonar o futebol, mas sem dúvidas foi melhor coisa que ele poderia ter feito.

Você tem atenção quando está conectado!

Lembram daquela história de DVD? Já era!

O que você vai fazer com suas mídias sociais é o mesmo que se faziam nos bizarros DVDs, só que de uma forma muito mais inventiva, constante e com um retorno absurdamente maior.

Bizarro pensar que isso foi comum há menos de 10 anos. Você não pode perder nem mais um minuto.

Na década passada, os jogadores colocavam suas melhores jogadas em DVDs e apresentavam para os cartolas lhe contratarem.

Super velho isso, hein?! E sem quase nenhum impacto. Aí que está o problema.

A torcida não está nessa conta. São as pessoas que contam.

Tudo vem da atenção

Cara, hoje, qualquer atleta, seja do futebol ou não, pode produzir o seu próprio conteúdo e criar uma verdadeira comunidade de pessoas apaixonadas pelo o que ele faz.

O caminho pra chegar até os grandes contratos de patrocínio agora é outro.

Quando o atleta entende que a atenção das pessoas é a moeda, tudo fica muito mais claro.

O que eu acho mais lunático disso tudo é que vejo pessoas que têm pouco a oferecer arrebentando nas redes enquanto atletas estão passando necessidades para simplesmente treinar.

Não falo isso porque existe conteúdo melhor ou pior.

Quem decide são as pessoas. Público tem. Quem quiser encarar esse desafio deve seguir adiante, pois ainda há espaço.

O que eu quero dizer é que se você é um atleta, rala pra caralho todo dia nos treinamentos, marca um dobrado pra conseguir um patrocínio mínimo, vive quase apenas do Bolsa Atleta, precisa entender que tem uma oportunidade de ouro nas mãos.

Você precisa se dedicar a sua marca pessoal.

Trabalhe sua marca pessoal

Um bom exemplo de atleta que usa bem as redes sociais é o mesatenista Hugo Calderano.

Ele é uma verdadeira estrela em ascensão do tênis de mesa mundial. É capa das maiores revistas especializadas e conquista uma legião de fãs introduzindo cada vez mais pessoas nesse esporte olímpico.

Hugo percebeu o que outros atletas ainda não vislumbraram: a urgência de investir nas suas próprias marcas pessoais.

Ele tem um diferencial. Além de ser um super atleta e mesmo em uma modalidade pouco reconhecida no Brasil…

Ele pensa muito bem a forma como produz o seu próprio conteúdo.

Ele utiliza a página pessoal, blog, Facebook, Instagram e YouTube muito bem.

Respeita a linguagem de cada mídia social e traz valor para quem consome o seu conteúdo.

dicas de treinamento e apresenta o seu dia a dia como atleta de nível olímpico.

É com esse tipo de trabalho que você atinge a atenção das pessoas e arrebenta hoje em dia.

Mas o poder das mídias sociais não param apenas na marca pessoal de atletas.

A força das mídias sociais

Para você ter noção do poder das mídias sociais, a própria Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) atua como uma empresa de mídia.

Resistir à ideia de que todos, além de suas tarefas habituais, devem atuar como uma empresa de comunicação pode ser o que está te impedindo de arrebentar no digital.

Só para você ter uma ideia, a ITTF é a federação de esporte olímpico que tem o segundo lugar mundial em número de seguidores e engajamento nas mídias sociais em todo o mundo.

Todos os eventos realizados pela ITTF tem cobertura de imprensa da própria Federação.

Eles transmitem os campeonatos online pela itTV e alcançam milhões de espectadores em todo o mundo.

E você sabe…

conteúdo gera audiência, que traz espaço para publicidade, que leva anunciantes e muito retorno financeiro.

O esporte cresce de uma forma bizarra por causa dessa visão. Eles mesmos entenderam que o caminho tradicional de negociar os diretos de transmissão não só eram muito trabalhosos como também pouco rentáveis.

Agora a atenção está toda centralizada neles.

O esporte é uma coisa fascinante. Quem é atleta ou é dirigente de uma modalidade esportiva sai muito na frente quando ataca as mídias sociais.

O cenário é esse!

Assim como você se dedica para ser o melhor na sua categoria esportiva, precisa ser tão dedicado na produção do seu conteúdo.

Você precisa da atenção das pessoas.

O mindset agora é outro. É como eu venho falando: você precisa agir como uma rede de mídia.

A internet é o seu principal meio de comunicação. Você vai usar as principais plataformas sociais da internet pra fazer o seu branding.

Trata-se de construir tanta reputação e tanto reconhecimento de marca ao ponto que seja interessante se associar a você.

O grande lance está aí!

Canalizar toda a atenção que você construiu em torno da sua marca pessoal para alcançar cada um dos seus objetivos.

É por isso que quando eu vejo grandes atletas quase passando necessidade ou não podendo se dedicar integralmente às suas atividades, eu fico muito triste.

Sou apaixonado por esportes. Pratico triatlo amador, sou montanhista e tenho atletas na família.

Sei como é bom se dedicar de corpo e alma a uma modalidade. Minha jornada não seguiu esse caminho. Mas com esse texto quero ajudar de alguma forma quem tem essa paixão.

Tenho total certeza que se um atleta se dedicar à sua marca pessoal nas mídias sociais, ele ou ela pode ter resultados extraordinários.

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